domingo, 11 de dezembro de 2011

Para que tudo continue azul...

Acabei de assistir a um episódio de "Extreme Makeover Home Edition - 6ª temporada", em que uma família abdicava de muitas coisas de realização pessoal para cuidar dos animais que estavam necessitando, inclusive e especialmente os selvagens, que por algum motivo sofreram maus tratos em cativeiro. Aliás, esta temporada inteira tem sido sobre isso, sobre os heróis anônimos que ajudam pessoas, causas, a natureza, os animais.

Fico vendo como as pessoas conseguem se desprender do material e pensar no mundo ao seu redor. Fico pensando que não precisaria que poucos fizessem grandes sacrifícios, se todos se doassem pelo menos um pouco ao outro, aos animais, à Terra, ao Universo.



Mas, dentro de nossa realidade atual, fazer a nossa parte é pouco. Eu e meu marido ficamos pensando milhares de vezes quais as tecnologias e artifícios que podemos pagar para que nossa casa seja mais sustentável e favoreça a ecologia. Fico planejando como vai ser o abrigo de animais que vamos administrar mais ou menos em 5 anos, quando poderemos finalmente entrar em mais dívidas...rs Fico imaginando como vai ser o dia (este um pouco mais distante devido à complexidade e preço) que meu marido finalmente conseguir colocar em prática sua escola dos sonhos, que vai ajudar tanta criança que precisa a ser alguém, e não ser apenas mais uma medida assistencialista.

Penso em tudo isso, e me sinto impotente. Vamos continuar fazendo a nossa parte, e lutando para alcançar mais do que fazer a nossa parte. Ah, se todo mundo fizesse pelo menos a sua parte, como tudo seria melhor! Melhor em compaixão, em vida, em qualidade de vida, em fraternidade, humanidade, união! Falta o básico, Saúde, Educação... como exigir erudição, consciência, e até mesmo revolta, luta, ou lançar mão do próprio poder?

Só me resta por enquanto isto de fazer o meu, e esperar o "efeito borboleta".

Abaixo um trecho de um artigo de Leonardo Boff, de fevereiro de 2011, muito atual:

"Vigora, portanto, uma circulação entre o dar e o receber, uma verdadeira reciprocidade. Ela representa, num sentido maior, a própria lógica do universo como não se cansam de enfatizar biólogos e astrofísicos. Tudo, galáxias, estrelas, planetas, seres inorgânicos e orgânicos, até as partículas elementares, tudo se estrutura numa rede intrincadíssima de inter-retro-relações de todos com todos. Todos co-existem, inter-existem, se ajudam mutuamente, dão e recebem reciprocamente o que precisam para existir e co-evoluir dentro de um sutil equilíbrio dinâmico.
Nosso drama é que não aprendemos nada da natureza. Tiramos tudo da Terra e não lhe devolvemos nada nem tempo para descansar e se regenerar. Só recebemos e nada damos. Esta falta de reciprocidade levou a Terra ao desequilíbrio atual."


Está na hora de pensarmos nisso, antes que a natureza se vire de vez contra nós.


É isso.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Dez de dezembro

Com 30 anos a gente aprende que cada um só vê o seu lado, que só faz o que for conveniente, que só faz questão em situações cômodas, e que quem vai estar ao seu lado em qualquer situação pode ser contado com menos da metade dos dedos de uma mão apenas. Então não espere o que não possa ser feito por você mesmo para você mesmo. O resto é só uma agradável surpresa.

Comemoro o aprendizado, já que a cerveja tem que ficar para outro dia e amanhã tem 2 provas.

Obrigada ao meu marido pelo presente, por este post e por todos os agrados do dia. :)

Obrigada pelos recados e ligações que recebi.

É isso.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Porque todo final é feliz...

... é só saber esperar para completar a sua poesia.

Poesia inspirada no meu amor.

Fatos não são contos

Ela acordava toda manhã
E ela tinha os pés no chão
Ela tinha uma pedra no peito
No lugar do papelão

Aí ela descobriu a criança dentro dela
Andou na roda gigante, voou
E foi lixando a solidão da pedra
Até que consertou

E ela era tão moderna
Que até podia cuidar de si
Ela era tão só dela
Que ele quis possuir

Ela viajou e conheceu a loja nova
Lá comprou sonhos e acreditou
Todos os dias cuidando dos sonhos
Será que alguém mais alimentou?

E ela só quer olhar da janela
E ver que ele já chegou
Gritar para os dois que a felicidade já está na mesa
Sem esquecer o que o destino anunciou

Ela tinha tanta certeza
Que até podia garantir
E ela era tão só deles
Que não podia se iludir

Ela acorda toda manhã
Sabendo que a vida não é ilusão
Ela apenas desperta do sono
E vive os sonhos do seu coração

Se o futuro é incerto
Não importa se é a dois ou se é só
Então ela estreita mais os laços
E os dois se tornam um num nó

E ela tem tanta vontade
Que jamais poderia desistir
E eles têm tanto amor
Que ele só quer fazê-la sorrir

Thaís de Almeida Alves
Dezembro/2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Observando e aprendendo.

Este post é sobre a importância de aprender com os animais e com a natureza como sermos seres melhores neste mundo. É sobre aprender inocência, sinceridade, amizade e amor.

O texto é do meu amigo (e cunhado) Diogo Itália, que teve a sensibilidade de enxergar numa situação considerada simples, uma verdade que sempre parece muito difícil a todos nós.



"Outro dia, enquanto tirava uns minutinhos pra relaxar, deitado no chão da sala de casa, me occorreu a seguinte idéia que agora compartilho. 
Havia alguns dias que reparava que a “Polaca”, com certa frequência, vinha dando atenção especial à uma de suas patas. Ela ficava lá, lambendo-a. Lambia por um longo período. Depois, levantava e ia cuidar das suas coisas. Fazer o que cachorro faz. Conhecendo-a do jeito que a conheço, sabia que possivelmente poderia ter algum “machucadinho” incomodando-a. 
Pois bem, o fato é que enquanto estava alí, “dando um relazxx”, a Rebeca se aproximou, fez o rodopio caracteristíco dos caninos e por fim deitou-se ao meu lado. Fiz um carinho nela, chequei a situação do pêlo, das pulgas, e por fim o teste pra saber se já havia chegado a hora do próximo banho! O teste é bem simples, basta sortear uma das patas, dar um “cheiro”, e por fim avaliar a quantas anda o tradicional odor de “Cheetos” que naquelas partes se acumulam,indicando a quantas anda o quesito higiene do “Ser”. Esse é o teste! Simples! Eficaz! Só que desta vez, logo de cara, acabei esquecendo da análise odorífera. Ao escolher uma das patas notei que se tratava da pata que ela vinha lambendo havia tempinho. 
Olhei! Lá estava ele! Um machucadinho!! Bem embaixo da unha! Machucadinho desses que cachorro faz quando se empolga nas suas estrepolias e só se dá conta quando a situação se acalma. Coisa pouca, mesmo assim a incomodava. Porra! Machucado embaixo da unha é foda! Quem já teve sabe. Incomoda pra tudo! Os pêlos ao redor todos molhados denunciavam uma recente sessão de lambidas, além de, potencializar o bendito cheiro de Cheetos que a essas horas já saturava meu nariz à medida que me esforçava para um exame mais minucioso!! Bahhh!!! A “Polaca” ficou um tanto quanto apreensiva de cara, mas logo relaxou, confiando a mim a pata em questão.
Olhei por alguns segundos. Suspeita confirmada. Nada grave. Soltei-a rapidamente, pois não queria abusar da confiança a mim depositada. Quem conhece cachorro sabe a cara de “cú” que eles fazem quando são contidos!!! 
Neste instante, enquanto desviava minha atenção afim de trocar o som que estava rolando, senti algo encostar na minha mão. De leve! Olhei novamente pra “Beca”. Lá estava ela, deitada de lado no tapete, com aquela cara linda que cachorro olha pra gente quando quer carinho, e pra minha surpresa, me oferecendo novamente a pata! Ahhhhhh! Sorri, peguei-a com todo cuidado, e fiquei lá, acariciando-a. Ela, sutilmente fechara os olhinhos. Lá ia Beca!! Adentrando o bardo dos sonhos!! Respiração tranquila! Cara de quem sonha!!!
Foi aí que me ocorreu o seguinte: quantas vezes tentando agir nesse mundo da forma que julgamos a mais correta, almejando alcançar a felicidade, tentando nos livrar de nossos sofrimentos e angústias, não acabamos também com nossas “patas” machucadas? E mais, quem de nós após sofrer as avarias que a vida proporciona, consegue expor seus “machucadinhos” a outrem? 
É importante que consigamos compreender que expor nossos machucados faz parte do processo de cura. É importante que consigamos localizar onde dói. É importante que tenhamos a quem mostrar nossos machucados. Do outro lado, é nobre poder ser quem cuida dos machucados de alguém. 
O remédio está em nossas mãos. O remédio é o Amor. 
Assim seguimos!
Cuidando uns dos outros. Curando uns aos outros. 
Respiração tranquila!! 
Cara de quem sonha!"




É isso!

domingo, 27 de novembro de 2011

O tema mais recorrente da internet: falta de senso, educação e valores! (parte 1)

Eu até gostaria de me cansar de falar disso, mas as pessoas não se cansam de dar pano para manga! Esta semana inteira foi recheada de fatos altamente relatáveis e merecedores da minha indignação.

Fato 1: Pessoas colocando fotos de pessoas e animais em situações nojentas ou extremamente chocantes no Facebook:


Qual é a parte de rede social que estes desgraçados não entendem? Quando você está em qualquer encontro social, você abaixa as calças e faz cocô no meio do jantar em cima da mesa? Acho que não, né? Então por que a dificuldade destes seres esquisitos entenderem o conceito de rede social? Ok, posso excluir? Posso. Posso pedir para não receber as atualizações dos monstrengos? Posso. Mas, para isso, esta pessoa terá que fazer isso pelo menos uma vez, e eu já terei tido o desprazer de ver o que o esquisito compartilhou. Pior é que algumas vezes isso parte de pessoas que são legais na vida real, mas que são psicopatas virtuais!

Fato 2: Pessoas que não têm o menor respeito pela vida real da pessoa atrás da tela:


Isso acontecia muito comigo (conosco), mas até que agora deu um tempo. Até porque, a qualquer desrespeito, tanto eu quanto meu marido excluímos a pessoa idiota de nossa internet e pronto. Em geral, a internet é um mercado. Muita gente está exposta na vitrine vendendo seu peixe e tentando se relacionar. Até aí, nada de mau. Mas, temos nós, pessoas que já venderam o peixe e já largaram a pescaria, que estamos na internet para trocar opiniões e não para nos expormos ou expormos a nossa vida, e muito menos para possíveis "paqueras". Bem, para isso, nós, pessoas fora do mercado de peixe, damos alguns sinais disso: por exemplo o status "casada" no perfil, fotos no blog, posts apaixonados! Não é muito difícil reconhecer, né? rs Mesmo assim tem piranha, ops, tem peixe que insiste em desrespeitar. Acontece de homem também tentar, mas é mais difícil. Esta coisa de "disputa" é mais feminina. Fico pensando o que leva uma mulher a fazer isso, que prazer há em tentar minar uma relação? No começo da relação eu discutia logo com meu marido quando aparecia uma muito suspeita, a gente acabava brigando. Porque eu sou dessas que não atura putaria e nem desrespeito à minha pessoa. Passei a ser mais sagaz e dar corda, só avisando: "olha, sinto que essa aí é daquelas". E 90% das vezes eu acerto. Como ao confirmar o diagnóstico, meu marido é o primeiro a retirar a pessoinha do nosso mapa, nós nunca mais nos estressamos com isso. E os 10% das vezes em que eu me engano, sinceramente, eu fico feliz. E, muito satisfeita, sou a primeira a querer esta boa pessoa no meu círculo blogueiro também, do mesmo modo que adiciono as outras pessoas que desde o começo mostram o quanto são íntegras e legais. Gente, não é pedir muito um pouco de respeito.

Esta semana me deparei de novo com o episódio, mas não conosco. Vi um comentário muito ridículo no blog de um amigo. Deste amigo, o que conheço posso dizer: inteligência, integridade e respeito. Sempre que vejo a participação dele é desta maneira. E, comprometido. E quando digo comprometido, não estou dizendo apenas que tem alguém, mas que se compromete com a pessoa e com a relação: PUBLICAMENTE. Então, qual é intenção da fulaninha ao enviar comentário maldoso e instigante? Sinceramente, um pouco de compostura não faz mal a ninguém!!! Ok, ignorar e excluir, mas que são pessoas que não fariam nenhuma falta na Terra, isso são...rs

Mostrei o ocorrido para o meu marido, pois eu já havia comentado com ele um dia desses que fulaninha era dessas, e ele riu. Falei com ele que ia fazer um selo pro blog dele: "esse marido é meu", tipo marcação em gado, sabe? hauhauhauahuaha Não sei por quê, ele riu! rsrs Mas é claro que é brincadeira, ou eu atrairia a peixarada! kkkkkkkkkkk

Fato 3: Internet em dia de jogo:


A quantidade de "caralhos", "porras", "filhos da puta", "foda-se" e daí para baixo é uma coisa impressionante. E olha que eu não sou nenhuma puritana. Fora as provocações desrespeitosas, discussões e chatices em geral... entra de novo naquela: REDE SOCIAL. Eu dou algumas alternativas a estes chatos: Sai do Twtr e vai pro bar que está passando a partida! Sai do FB e marca na casa de um amigo pra ver o jogo. Sai do computador e senta a bunda no sofá e discute com o sogro! Ou, se você é tão caseiro assim: entra no msn e discute com quem está a fim! Mas não obrigue todo mundo a excluir você! Pense: se sua vida social acontece na internet, vai ser chato se nem lá você tiver quem te aguente!

É isso!

domingo, 20 de novembro de 2011

Linhas paralelas

Esta semana me deparei com um episódio de total abuso do direito de um pai (ou mãe) intervir na vida de um filho.

Isso me fez levantar uma questão: até onde os pais podem ir em nome do amor e do melhor para seus filhos? E como reconhecer o quanto deve ir recuando a sua participação em cada fase? Reconheço que é uma questão muito complexa, e também muito subjetiva, já que cada pessoa tem necessidades diferentes. Mas, em geral, os pais comentem abusos em nome desse amor.

Tudo já começa errado na infância. Os pais dão demais. Amor demais, mimo demais, vontades demais para suprir provavelmente a própria falta de tempo. E com isso dão educação de menos e estrutura de menos. Quando os filhos crescem, a coisa muda de figura. É a hora de quererem tirar toda a liberdade oferecida na infância, controlar todos os passos, tirar alguns direitos, controlar através de laços materiais. Afinal, já que não criaram desde cedo o vínculo de respeito que faria valer a sua palavra, têm que usar tais artifícios.

Então os filhos começam a atingir a idade adulta, e começam as dificuldades para lidar com as diferenças de opiniões e com o choque de gerações. Como o respeito mútuo nunca foi o alicerce da família, como os filhos sempre foram manipulados a partir de outras maneiras, o diálogo vai se tornando inviável, impraticável, e os laços de amor, tão frágeis na relação, não conseguem sustentá-la por muito mais tempo.

O que é difícil para os pais entenderem é que esta é a hora de deixarem ir. Tendo ou não razão, doendo ou não, chega uma hora em que os filhos deixam de ser filhos apenas, e passam a ser pessoas. E pessoas precisam de seu próprio espaço, de sua própria vida, de seus próprios erros e aprendizados. A hora de caprichar passou. Muitos pais da atualidade, por notarem suas falhas, desesperam-se e desrespeitam a liberdade de escolha dos filhos, alguns chegando a desenvolver uma obsessão por manter o controle de tudo. Chega uma hora em que o jeito é confiar na educação e na índole e ver o que vai acontecer. Isso é amar de verdade, e não querer manter o filho para si.

Quanto aos filhos: por tanto terem sido mimados, muito acabam se acomodando na situação. Levam os conflitos além do que podem ser levados e forçam a barra para que as coisas passem a funcionar do seu jeito e não mais do jeito dos pais. A eles, também só um recado: quem não sabe respeitar não merece ser respeitado. Quando o estilo de vida inteiro não serve mais para você, é hora de procurar o seu próprio espaço e viver a sua própria vida. É hora de cortar o cordão umbilical.

Parece tudo muito complicado, mas é simples, isso eu posso prometer! :)



"Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“Paralelos que se encontram no infinito...”
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas."
Pablo Neruda


É isso.

domingo, 13 de novembro de 2011

Vida blogueira bandida! E outras coisas mais. Mais importantes!

Estou vivendo uma vida bandida, mas fui eu quem quis assim. Então, não vou reclamar das viagens corridas ao Rio e nem dos fins de semanas seguidos de prova... falta menos de 1 mês para descansar de tudo isso. Que o intervalo entre o Natal e o Carnaval seja longo e duradouro!

Bem, enquanto isso, a vida acontece... É USP pra lá, Policial pra cá, eleição, corrupção, Royalties... e eu só fico antenada através do FB e pouquíssimos blogs alheios! E é claro, não tenho tempo para postar aqui. Aí, quando finalmente consigo um tempo em frente ao PC, os assuntos já não têm mais a mesma emoção para mim... já divulguei a minha opinião por aí... que preguiça que dá discutir de novo! Eu vou persistir, porque gosto disto aqui e sinto falta de blogar!

Mas, como eu disse no título, o post é também sobre outras coisas mais. Hoje, voltando da segunda prova do dia, olhando a paisagem na janela, me peguei refletindo... foi também esta mesma vida corrida que não me permitiu postar que dia 7/11 fez 2 anos que o meu bebê se foi. Ou, talvez tenha sido só eu mesma, sem vontade de sofrer ou chorar por alguns minutos escrevendo aqui, cansada da viagem, cansada de trabalhar, cansada de não ter ninguém novo para falar sobre este assunto sem ser chata e repetitiva. Não, eu já não sofro mais todos os dias, há muito tempo. Sim, eu já me conformei. Sim, eu já entendi. Não, eu não me deprimi (mais tempo do que deveria) e já toquei a vida. Mas tem saudade que sempre vai doer, e esta é uma delas. Como bem cantava Chico Buarque, "a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu". Então eu percebi, e nisso eu ponho a MINHA crença, que esta saudade sempre vai doer, mas não vai durar pra sempre. Um dia a gente se reencontra e mata a saudade. A única coisa que dura pra sempre então, é este amor que causa a saudade. Amor de mãe é pra sempre. Isso sim!

É isso.

domingo, 23 de outubro de 2011

Foco!

Oi, gente. Não, ainda não desisti do blog. Apenas estou passando por um período em que a rotina tem sugado todo o meu tempo, mas extraordinariamente por motivos bons. Pensei que com o término do período de provas eu teria tranquilidade este mês, mas começou a temporada de providenciar documentação para legalizar algo muito bacana: o nosso terreno. Agora que já está concretizado eu posso falar: estamos com o nosso terreno e agindo tudo para começarmos a obra. Quem acompanha o blog há muito tempo sabe que era tudo que eu queria! Mas aí vocês sabem, né... muita burocracia, e como a "burocrata" (embora contra a vontade) do casal sou eu, já viu...rs Acho que até o final deste ano consigo regularizar meus posts e visitas aos blogs amigos. Sinto falta desta interação, que, por sinal, por morarmos meio afastados, é a mais intelectualmente satisfatória que conseguimos ter! rs

Mas tudo isso me fez refletir sobre uma coisa: FOCO.

Fico pensando na minha vida e em como tudo de bom que eu conquistei foi por ter foco, muito foco. Por isso, às vezes tenho pouca tolerância quando as pessoas à minha volta perdem o rumo e ficam reclamando que nunca conseguem o que querem. Não vou dizer que é fácil sempre, mas é simples. Todas as escolhas que fazemos na vida exigem que outras coisas sejam deixadas para trás. Aqueles que querem tudo ao mesmo tempo, geralmente não conseguem nada. Não digo isso apenas para coisas materiais. Vamos começar com exemplos simples:

- quando você escolhe a profissão que vai ter, está deixando de lado (ao menos por um bom tempo) todas as outras que poderia ter escolhido para se formar nesta.
- quando você escolhe uma pessoa para ter um relacionamento, está deixando de lado as possibilidades múltiplas (o que não quer dizer boas) que o mundo oferece.
- quando você resolve se casar, está deixando de lado as coisas boas (e ruins) da vida de solteiro para viver as coisas boas (e ruins) da vida de casado.
- quando você decide juntar dinheiro para alguma coisa, está deixando de lado viagens e programas que você gosta enquanto não consegue.
- quando você resolve morar no campo, está deixando de lado a vida na cidade, prós e contras.

Então:

- se você não se dedica ao que escolheu como profissão para se formar, não consegue ser nada, fica na indecisão.
- quando você não larga as possibilidades do mundo, também não consegue manter o relacionamento.
- quando você tenta viver coisas de solteiro estando casado, o seu casamento fracassa rapidamente.
- quando você diz que junta dinheiro, mas gasta a qualquer evento que aparece, não consegue nunca atingir o objetivo, apenas prolonga o período de sofrimento.
- quando você muda de vida, mas fica o tempo inteiro comparando com a que tinha, não consegue ser feliz em nenhum dos dois lugares.

E tudo isto se resume a uma palavra: foco. As pessoas que não têm foco não alcançam seus objetivos. Não temo dizer que eu mantenho o foco do meu lar, e assim como aprendo muitas coisas com o meu marido, ele está aprendendo comigo os benefícios de ter foco na vida. Nós fizemos escolhas e planos ao virmos para cá, e o meu trabalho é nos manter neste caminho (enquanto for o desejo dos dois, é claro). Me atrevo a dizer que tenho sido feliz nisto, pois estamos passo a passo conquistando todos os nossos objetivos. Se é sempre fácil? Não. Algumas vezes temos que deixar coisas que consideramos muito legais de lado. Mas vale a pena? Sim, muito. Basta nos concentrarmos não no que estamos perdendo, mas em tudo o que estamos ganhando. E o que estamos ganhando juntos, tanto materialmente, quanto sentimentalmente, quanto como pessoas, é maravilhoso. Agora mesmo sabemos que vamos passar 3 anos muito apertados. Sem as viagens (que eu amo, sou uma viajante), sem as estripulias gastronômicas (que meu marido adora), mas vai valer a pena para ver mais um sonho realizado. E, mesmo durante o processo, vai valer a pena o próprio desenrolar do projeto, os planos, as discussões, os ajustes, o estarmos juntos fazendo algo importante.

Estes foram apenas alguns exemplos dos benefícios de ter foco na vida. E não cabe em ter foco o argumento de: "ah, eu vou fazer, mas vai ser no meu tempo. Ah, agora não dá... " Quem pensa assim sempre deixa para amanhã. É verdade que às vezes olhamos para as nossas vidas e não vemos como chegar ao objetivo desejado. Por isso que se dá um passo de cada vez. Tem que se parar e pensar o que você tem que alcançar antes de chegar ao objetivo real. E então ter foco para cada degrau, um de cada vez. Eu garanto que vai valer a pena!

Há 1 ano exatamente, tinha 2 meses que eu tinha chegado aqui e ainda estava sem emprego e pensando como faria para manter a casa daqui e mais o apê de lá que ainda não havia conseguido me desfazer. Já tínhamos os mesmos planos de hoje... ainda temos outros mais importantes a alcançar. Então, um passo de cada vez e 1 ano depois, já estamos na metade do caminho. Daqui a um ano, estaremos a 80% pelo menos. Daqui a 2 anos, quem sabe já a 100%, e daqui a 3 anos já estaremos planejando passos novos, quem sabe com relação aos projetos sociais que sempre tivemos vontade de fazer, já que os pessoais estarão realizados.

Falo por experiência própria: tente praticar ter foco na sua vida. Às vezes você vai passar por chato, alguns amigos vão te achar radical, outros não vão entender onde você quer chegar. Mas você vai conseguir, um passo de cada vez.


"Chega a hora que não temos mais escolha: é criar coragem e seguir adiante na escolha feita. É aí que a gente se despe de tudo, veste uma armadura e descobre que é outra pessoa. Às vezes, melhor. Quem decide que não vai mudar, volta no meio do caminho e busca os velhos hábitos. Esses, jamais poderão alegar peso de armadura, porque nunca largaram o medo."



É isso.

sábado, 8 de outubro de 2011

O bom filho à casa torna!

Gostei deste título porque ele serve para os dois assuntos desta postagem.

Assunto 1: Queridos, meu recorde em ficar sem postar e sem ler blogs amigos, quase 3 semanas! Na verdade, até o fds passado eu estava em provas (muitas mesmo, foi maratona, as duas faculdades quase coincidiram), e simplesmente não tinha tempo de respirar. Minha vida online se resumiu a poucos momentos no FB. E o outro motivo: eu super ocupada, sempre que tentava ler os blogs, o Blogger ficava de palhaçadinha (e ainda fica) com alguns blogs queridos, então isso desmotivou também. Mas, estou de volta! Agora só tenho prova de novo em novembro! rsrs

Assunto 2: 

Estou querendo formar um grupo de oração. Mas hein? Grupo de oração? Ou, para quem preferir, grupo de meditação. Veja bem, nada a ver com religião. Todo mundo pode participar, religioso, ateu, politeísta, deísta, não importa. Para participar basta ser humano e ter humanidade. Uma coisa que me parece um ponto comum entre todos, é de que a energia é real, objeto de estudos científicos na Física e na Noética. Minha intenção é que este grupo se comprometa, não comigo, mas cada um consigo mesmo, de antes de dormir (sempre antes de dormir, para que a maioria esteja fazendo isso mais ou menos ao mesmo tempo), tire 15 minutos e pense somente em coisas boas, deseje coisas boas, pense nas coisas que ama, pense nas coisas que deseja mudar e imagine que esta coisa já está se modificando. O intuito deste grupo é dar sua contribuição para a energia do mundo ficar menos pesada, contribuir para que a gente retorne ao ideal de amor.

Então, não importa em que você acredita ou não acredita, não importa se você irá dedicar estes minutos a Deus, ao Universo, ou à espada justiceira do Lion de ThunderCats. Sério, isso não faz a menor diferença. O que importa é que todas as pessoas estejam unidas por um bem maior. Uma coisa meio "Imagine" do John Lennon, sabe?

Se a energia realmente influi, como diz a Ciência Noética, e um pensamento realmente tem poder de alterar o mundo físico, então imaginem só: cada pessoa que ler este post (não tenho grande alcance, mas são cerca de 100 visitas por dia) resolve fazer e passar adiante a ideia para aqueles que estão ao seu redor. Imaginou? O alcance que isso pode ter é maravilhoso. Eu sei que algumas pessoas podem achar isso demagogia, mas sei que tem pessoas vão ler e vão se conscientizar da sua parcela de responsabilidade sobre a energia e os acontecimentos do mundo, e vão entrar nessa ideia. São só 15 minutos do nosso dia, para tornar todos os dias melhores. E lembrando que, com isso, mesmo sendo uma gota no oceano, você vai transformando o oceano aos poucos... mas, enquanto isso, você vai transformando a si mesmo também, pois pensar e desejar o bem, muito mais do que melhorar o que está fora, melhora o que está dentro de você.

Eu sou membro do grupo!

O amor nos torna, de repente, iguais." - (Aneta Bartos )

É isso!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Apenas uma reflexão...

Já tentei deixar coisas pela metade...
Já tentei esquecer de pessoas queridas.
Já tentei amar mais ou menos, me entregar mais ou menos...

Mas, se tem alguma coisa que realmente sempre fica pela metade, é quando eu resolvo trilhar este caminho...

Sempre volto atrás para fazer aquilo a que me propus, é uma exigência minha para mim mesma.
Quando tentei esquecer pessoas queridas, descobri que parte delas era parte de mim.
Quando tentei racionalizar o amor, me vi incapaz de amar, e que a intensidade que eu preciso da vida jamais me permitiria ser feliz assim.

Já andei muitos caminhos, já deixei todos eles.

Mas hoje, já não sou mais uma apostadora da vida. Aprendi a respeitar que sou intensa, mas também aprendi que devo andar com os pés no chão. Saber tudo o que se quer, tudo o que se é, é maravilhoso. Mas ainda melhor é saber tudo o que você não é, e que te tornaria melhor se passasse a ser.

Desejar progredir, saber ouvir, saber mudar quando preciso, ou quando conveniente: isto sim é algo que eu preciso aprimorar. Às vezes é necessário ser menos “eu” para ser um “eu” melhor.

Muitas vezes a certeza dos nossos pensamentos, sentimentos, a certeza que formamos sobre nós mesmos, ajuda. Mas, muitas outras vezes, atrapalha. É preciso abandonar esta certeza absoluta de si mesmo e se encarar como alguém em construção. É preciso ter coragem para mudar pelo caminho, é preciso ter força para assumir quando mudar de opinião. Coerência não é ser para sempre o mesmo, mas ser mais do mesmo ainda que em constante transformação.

Que todos nós possamos alcançar o equilíbrio e a sabedoria para saber quando fincar o pé sobre quem somos, e quando questionar as nossas próprias ações.

É isso.

Amigos, tem selo novo que ganhei neste link: http://talves02.blogspot.com/p/selos.html


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pessoas Perfeitas

Por favor, preciso de todos agindo igual a mim: fazendo questão de não ser igual a ninguém.

Sempre falo aqui das grandes vantagens da nossa vida no campo, mas ontem, enquanto voltava do trabalho e escutava uma conversa (balançando a cabeça para não abrir a boca), me deu vontade de levantar aqui um dos pontos negativos para ser tema de discussão. Uma das coisas que se tornou muito mais evidente para mim depois que viemos (meu marido e eu) morar no interior é a maneira como a grande maioria das pessoas fala igual, age igual, se veste igual, escuta as mesmas músicas, compra as mesmas coisas... tudo bem, isso não é tão novo assim, a tal da cultura em massa, indústria cultural, ou qualquer nome que quiserem dar. Mas há um limite para a difusão: o limite que assegura a diversidade.

E vejam bem, não estou falando da simplicidade do povo, que limita alguns conceitos, até mesmo por limitar os horizontes de conhecimento. Estou falando da mania que as pessoas têm de cobrar dos outros um padrão de comportamento. 

Pessoas, eu adoro a diversidade. Acho interessante ouvir a cultura das pessoas, a sabedoria em diferentes áreas da vida. Mas eu realmente não tolero que as opiniões alheias me sejam impostas como modo de vida. E é esse um grande ponto negativo que tenho vivido aqui. Hoje eu penso duas vezes antes de fazer qualquer coisa (normal, mas que esteja fora dos padrões da cidade) para que não haja repercussão. Meu marido também faz a mesma coisa, pois qualquer deslize pode significar muita fofoca, chateações reais no nosso casamento (e até separação, pois o povo aumenta tudo), ou até divergências políticas fazendo com que não haja trabalho decente para nós na cidade por pelo menos 20 anos. É uma espécie de prisão, de ditadura, me lembra o filme "Mulheres Perfeitas", só que todo mundo tem que ser perfeito...rs. Acho realmente impressionante como ainda hoje, mesmo no interior, ainda haja este tipo de comportamento. Parece que é um vício: cuidar da vida alheia.

Nossa saída aqui é que vivemos meio isolados do resto da cidade, temos basicamente contato com as pessoas que trabalham aqui, mas são de fora, e nunca nos envolvemos em nenhuma fofoca. Claro, também somos muito claros e diretos quanto às coisas que fazemos por aqui, para que nunca um boato enorme nos pegue desprevenidos e acabemos brigando por nada.

Se vale a pena esta privação pelo que a cidade oferece de bom? Vale, e muito! Até porque, sinceramente, eu não faço questão de fazer social com ninguém... rs Mas esta é mesmo uma questão que, quando eu for professora aqui na cidade, terei prazer em começar a mudar, a trabalhar isso na sala de aula com os alunos, insistentemente. Mostrar que o tempo pode ser usado para coisas muito melhores e mais produtivas e que há coisas muitos mais interessantes para saber.

Mas eu me pergunto: será que este é um problema só do interior? Porque é claro que não vivia isso com a cidade inteira do RJ. Mas quantas vezes dentro da empresa em que se trabalha, as pessoas passam por coisas até muito piores?

É com pesar que acredito que isso é coisa de gente. Mas podemos escolher que não seja coisa da gente. :)

É isso.


domingo, 4 de setembro de 2011

Preguiça x cobrança

Preguiça é o ato de descansar antes de estar cansado. (Homer Simpson) :)

Tenho lutado contra a preguiça durante as últimas semanas, mas a verdade é que a minha disciplina tem se dado por vencida muitas vezes. Saldo disto? Várias aulas atrasadas para assistir (de todas as 13 matérias das 2 faculdades no semestre), e 7 fóruns para participar até amanhã depois de tê-las assistido.

Fato é que às veze,s quando você faz muita coisa ao mesmo tempo, chega uma hora em que precisa dar um tempo de tudo. Eu trabalho, faço duas faculdades por opção (para mudar de profissão e de vida), cuido da minha casa (sem empregada), cuido da minha cachorrinha, cuido do meu marido, mantenho minhas redes sociais (única ferramente para manter contato com os meus amigos e família, já que moro longe), mantenho um blog (relativamente atualizado), penso em mil coisas ao mesmo tempo que não tenho conseguido passar para o papel (como uma peça de teatro já pronta na mente), acompanho blogs que acho interessantes, acompanho umas 6 séries de tv (pelo menos), vejo filmes, corro atrás dos negócios que estamos viabilizando para nós dois sermos mais felizes ainda, controlo as finanças, e ainda dou suporte e consultoria financeira para a vida pessoal do meu chefe (for free). Sério, cansei de novo só de falar...rs

Não estou reclamando da minha vida, pelo contrário, acho ótimo que eu possa fazer tudo isso agora, e melhor ainda é fazer com um objetivo real. Sei que daqui a 2 anos tudo será diferente e muito mais tranquilo, e é por isso que estou lutando hoje. Mas nas duas últimas semanas não tive disciplina alguma para manter tudo em equilíbrio, e como as outras coisas acabam sendo obrigação ou prazer, é claro que as faculdades são as que mais ficam prejudicadas, afinal, não são uma coisa e nem outra...rs

Já fiz um pacto comigo mesma e voltarei à rotina mais disciplinada a partir de manhã (assistirei aulas e participarei dos fóruns) e até o final da semana terei colocado as aulas em dia (por sorte tenho o dom de absorver várias aulas num dia), mas, até amanhã, um brinde à preguiça.

Acho que a preguiça nem sempre está relacionada ao ócio por si só, mas à estafa, ao cansaço. É como se a sua mente e o seu corpo te obrigassem a descansar. Por um lado, bate aquela "neura" de estar deixando um pouco as coisas de lado, mas por outro, estou tomando consciência de que às vezes simplesmente precisamos de um tempo para respirar, recarregar, ou a vida se torna um inferno, a paciência se perde, e o prazer e o objetivo se vão.

Escrevo esta reflexão um pouco para que vocês parem para pensar sobre as suas próprias rotinas e o que podem fazer para otimizá-las, e um pouco para que eu mesma pense a respeito. Vamos tentar buscar disciplina e preguiça na tal medida difícil de alcançar: o equilíbrio.

É isso.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O que me importa!

Como meu marido sempre diz, eu não posso querer que todas as pessoas sejam como eu. Mas também não admito que as pessoas tentem fazer que eu seja como elas.


Eu quero que o meu tempo livre seja de qualidade, que as conversas que eu tenha sejam produtivas ou MUITO engraçadas. Quero visitar as pessoas que eu amo e receber visitas das pessoas que eu amo (ou o meu marido, porque o que ele sente é tão importante para mim quanto o que eu sinto).

Quero qualidade de vida!

Na minha vida não cabe mais aturar gente chata na falsidade, fazer convite por educação, ou qualquer coisa do gênero.

Eu faço sacrifícios sim, os que forem preciso para agradar, ajudar ou fazer feliz as pessoas que merecem na minha vida. Hoje, eu aprendi a escolher as minhas batalhas, e aprendi a entender que não dá para agradar a todos.

Cada pessoa tem seu papel e sua importância na vida da outra pessoa, e eu não aceito mais forçarem intimidade. As pessoas simplesmente têm que aceitar que a vida é assim, não porque ninguém seja melhor ou pior do que ninguém, mas porque as circunstâncias nos levam a fazer escolhas que aproximam uns e afastam outros.

Nunca tente fazer com que eu me sinta culpada por não convidar um amigo de ocasião para um evento familiar. Ou por não querer receber pessoas que não sejam minhas amigas ou do meu marido na minha casa, que é nosso santuário.

Isso não é contra ninguém, é apenas a nosso favor. Ninguém gosta de penetra na festa, ou de mosca na sopa. Então, façam-me um favor, aqueles que ainda não aprenderam que conhecer uma pessoa não significa ser amigo íntimo: se a pessoa não fizer questão da sua presença em alguma coisa é simplesmente porque você ainda não alcançou o grau de intimidade necessário para aquele evento em particular, e não que a pessoa detesta você e que não podem ser amigos e se falarem normalmente, e então quem sabe um dia serem mais amigos que hoje.

Está na hora das pessoas se ofenderem menos e viverem mais as suas próprias vidas!

É isso.

domingo, 28 de agosto de 2011

Essa tal liberdade...

Não, eu não vou falar sobre o antigo pagode do SPC...rs

Em mais um fim de semana corrido de viagem e muitos compromissos, eu me dei conta do que é liberdade. Antes eu pensava que liberdade era andar por onde eu quisesse sem dar satisfação a ninguém. Que era fazer o que quisesse na hora que bem entendesse. Passada esta fase, descobri que sempre teria que dar satisfação a alguém ou a alguma coisa, ainda que profissionalmente. Então entrei na fase de achar que liberdade era viajar. Sair por aí com a mochila nas costas, conhecendo lugares, conhecendo pessoas, sempre que possível. Achei também que liberdade era ter uma relação sem amarras - e consequentemente sem respeito.

Neste fim de semana, eu finalmente entendi que, sem perceber, eu sou livre. Livre para fazer a opção de me amarrar a alguém com quem jamais quero desfazer este nó. Porque liberdade é ser eu mesma, seja na frente de quem for. É poder falar o que eu penso, é poder dizer o que eu sinto. Liberdade é amar (sim, porque todo mundo gosta de amar), e entender que o amor de verdade é este em que você abre mão sim de muitas outras coisas do mundo, mas simplesmente porque você passa a não mais querer aquelas coisas, porque o que você conquista vale muito mais. Com quantas pessoas você pode ser totalmente você? Para quantas pessoas você pode se abrir, mostrar seu melhor e seu pior e ainda assim ser amado? Liberdade para mim é o que eu tenho hoje. E que eu seja livre pra sempre ao lado do meu grande amor.

A minha fase romântica do últimos 3 posts tem muita razão de ser. Mas eu escrevo sobre aquilo que está mais latente em mim!

É isso.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Um amor puro

Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. (Caio Fernando Abreu) 

Que me perdoem aqueles que simplesmente não vão entender este post porque nunca viveram este amor...

Não importa o humor que eu tenha, não importa se o trabalho foi uma bomba, se o dia não foi bem, ou se meu marido disse algo insuportável de se ouvir... o amor puro sempre vem, e sempre me faz bem. Não importa se estou lotada de TPM, o amor puro não se farta de mim. E ainda que eu não lhe dê atenção por alguma coisa tão importante que eu não posso deixar de fazer, para o amor puro sou eu o centro da vida e ele espera por mim aos meus pés. 



Este post é para agradecer ao amor puro que entrou na nossa vida, já tão linda e tão plena, a nossa Ziggy. Ela fez 6 meses estes dias e 4 meses conosco, enchendo a nossa casa de amor.

Acho que quem nunca teve um bichinho em casa, não é capaz de entender o quanto eles despertam em nós o que há de melhor, o quanto deixam a casa mais leve e mais em paz e o quanto nos conquistam com a sua disponibilidade infinita, seu amor incondicional e seu humor feliz.

“Todo o homem é culpado do bem que não fez.” ( Voltaire)

Posto isso também esperando mais uma vez que as pessoas que lerem isso tenham sua mente aberta e seu coração tocado, para ao menos não fazerem mal a um bicho, para não abandonarem, não maltratarem. Nenhum bichinho é ruim, se você tem algum que se tornou violento, isso é apenas o resultado de suas próprias ações com ele. Por favor, se não tem condições de criar um animal, não pegue um. Um animal é uma criança durante toda a existência dele, e te adora tanto que é um pecado qualquer maltrato. E você, quando vir um animal abandonado, em vias de ter o pior destino, mesmo que não possa cuidar, tente pegar, cuidar do que for urgente e arrumar um dono novo pra ele. Penso qual teria sido o destino da Ziggy, que tinha o tamanho de um rato, toda suja dentro de uma caixa na esquina de uma avenida super movimentada. Teria sido um fim muito triste para um animal com tanto potencial de amor e de fazer o bem.

Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro. (Rubem Alves)

Eu agradeço muito por ter cruzado o caminho da Ziggy naquele sábado cansado da maratona de provas. Agradeço por tudo de bom que ela trouxe à minha vida, ao meu lar. 


Acho fantástica a maneira como ela mudou também o pensamento do meu marido quanto a ter animais em casa, como ele ama e cuida dela também, e como ela o fez se permitir viver esta experiência, esta troca fabulosa que há entre um cão e seus donos. Então, parabéns à minha Ziggy por fazer meio ano de vida, e obrigada a ela por toda a vida que trouxe a mais para nós. Ela trouxe ainda mais amor e afeto à nossa casa, e tenho certeza que o dia que tivermos um filho, ela também o ensinará a amar. Pois é isso que os animais fazem por nós, nos mostram o que é o amor PURO.


Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário? (Marley e Eu )

Termino o post com a música preferida da Ziggy - Amor puro do Djavan ;)


É isso.

domingo, 14 de agosto de 2011

Um brinde a quem fabrica os pais!

No dia dos pais, nada mais justo do que falar sobre a mulher, já que sem a mulher, não existiriam bons maridos, bons pais ou bons filhos. Seriam todos uns filhos da puta, com o perdão da palavra... rs

"A mulher é uma substância tal, que, por mais que a estudes, sempre encontrarás nela alguma coisa totalmente nova." (Léon Tolstoi)
A mulher que já foi tão maltratada, subjugada, coisificada. Ou escolhia ser Amélia, ou escolhia ser da vida. E nas duas situações estava a mercê dos homens.
Pois bem, o tempo passou e a mulher conquistou a sua independência. Trabalha como os homens, batalha como os homens, sustenta a casa como os homens. E suporta isso tudo, com mais uma, duas ou três jornadas, sem pedir massagem no pé ou dizer que está muito cansada. Tudo bem, concordo que algumas mulheres passaram a se espelhar tanto nos homens que ficaram safadas, traem, machucam, deixam seus filhos para outra pessoa cuidar... mas isso é porque há este pequeno grupo de mulheres que tentam ser homens, e não mulheres independentes.

"Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar."
Não estou aqui para ser feminista, ao contrário, sou geralmente machista. E nem para falar mal dos homens, que nem precisam que alguém denigra sua imagem. Estou aqui para falar da beleza do que é ser mulher, do que é fabricar homens. E quando digo fabricar, é muito mais do que gerar uma vida. A mulher é responsável pelo LAR.

"Sei, que o vento que entortou a flor; Passou também por nosso lar; E foi você quem desviou; Com golpes de pincel" (Los Hermanos)
É a mulher que dá o suporte necessário dentro de um lar para que a estrutura se mantenha, haja o que houver, venha o que vier. Para começar, é a mulher que cuida do marido, que se dispõe sempre a mudar de cidade, de casa, de vida, tudo para se ajustar a um sonho à dois. Na grande maioria das vezes é a mulher que tem a capacidade de fazer este papel, de colocar a vida em comum acima de seus interesses individuais. E é a mulher que luta com toda força e toda garra para tornar realidade cada um dos sonhos, é a mulher que cuida do marido, escuta, orienta, atura, ama. A mãe ensina um homem a ser homem, mas é uma esposa que ensina um homem a ser marido e a ser pai. É a mulher que nasce preparada para as atribulações da convivência, que tem paciência para ensinar fingindo que não ensina. É a mulher que dá ao homem seus filhos, e que além de cuidar deles com amor e dedicação, ensina o marido a ser pai. Cuidadosamente ela ensina o homem a segurar, embalar, cuidar, amar o filho que para ela está desde sempre nas suas entranhas, mas para ele precisa ser apresentado, introduzido. É a mulher que dá ao homem todas as oportunidades de exercer autoridade, paternidade, afeto com seus filhos, a cada vez que pede seu suporte, que apela para a sua sabedoria, e que ensina a ele a ensinar os filhos. É a mulher que jamais dá as costas para o seu lar, ainda que o homem o faça, e ainda que seu lar não conte mais com ele, e faz o papel inteiro para os filhos, e para si mesma. E tenta orientar e educar seus filhos a nunca fazerem os seus passarem por isso. É a mulher que entende o valor que a família tem. E faz tudo isso se mantendo linda pela ditadura da beleza, profissional multifacetada pela ditadura da Era Digital e bem-sucedida pela ditadura da sociedade.

"Sou uma mulher madura; Que às vezes anda de balanço; Sou uma criança insegura; Que às vezes usa salto alto; Sou uma mulher que balança; Sou uma criança que atura" (Martha Medeiros)
E isso acontece porque a mulher ama o amor. E é isso que ela quer, e é isso que ela vive plenamente. Uma mulher só é feliz com amor. Uma mulher batalha isso tudo porque acredita no amor. Em todas as suas faces, em todas as suas artes, a mulher quer simplesmente amar.

Por isso desejo sim um Feliz dia dos pais, mas somente àqueles pais que como filhos valorizaram as suas mães (pelo menos agora), que como maridos valorizaram todo o esforço e carinho da mulher ao seu lado (mesmo que agora já seja tarde demais) e para todos os pais que de fato vivenciam o que é ser um pai de verdade (o que é muito difícil acontecer quando se pula as outras duas etapas).

É isso.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mais uma de saudade

Dedico este post à minha mãe, meu irmão, meus cunhados, minhas luluzinhas, minhas amigas, meus amigos, minha sogrinha, de quem sempre sinto saudade, mas que sempre posso matar. E dedico este post também à saudade que jamais vai morrer no meu coração.

Tenho pensado muito sobre a saudade esta semana. Talvez porque minha amiga se separou, a outra sente saudades do pai que faleceu há pouco tempo, meu marido e eu sentimos saudade dos familiares que não estão mais por perto. Talvez um pouco de tudo.

Saudade, um sentimento egoísta de querer pra si o que já não faz mais parte da sua vida, ao menos por hora. Saudade é dilacerante. Tem gente que acha saudade gostosa, mas é porque na vida só sentiu saudade de alguém que gosta ou ama, e ficou sem ver por pouco tempo, então recebeu de novo naquele abraço gostoso.

Mas quem já sentiu saudade de um amor que partiu, quem já chorou antes de dormir em cima da cama velando o corpo que não está ali, chorando a morte de quem vive, sabe do que estou falando. Saudade do amor que partiu em vida é triste, machuca, fere... mas um dia sara. Sara justamente porque para um lado ao menos existiu a escolha. E a escolha mexe com os dois lados no sentido de seguir em frente.

Quem também já sentiu saudade de uma pessoa amada que faleceu sabe muito bem do que estou falando. Saudade corta... e esta é uma saudade em que ninguém escolhe partir. Simplesmente acontece a separação. Essa saudade sufoca, não sara nunca, mas ela vai e volta, e com o tempo a gente aprende a suportar a dor, mesmo sem jamais esquecê-la.

É para não sentir saudade que inventamos o casamento, acreditamos na vida eterna, no reencontro. É para não sentir saudade que jamais quebramos nosso vínculo com os familiares. Tudo para não se despedir. Dizer adeus é difícil. Para alguns, mais do que para outros, mas dizer adeus é difícil. Quantas vezes sentimos falta de nós mesmos em determinada fase da vida...

Acho que também escrevi sobre isso porque está chegando a hora de seguir em frente, de esquecer a saudade que mais me doeu. Já tem 1 ano e 9 meses que a qualquer dificuldade que eu passo na vida, eu tenho a certeza de que vou superar, afinal eu perdi você e estou aqui firme. Há 1 ano e 9 meses que vivo na dúvida sobre o que fazer na vida. Há 1 ano e 9 meses que guardo com carinho cada detalhe do que arrumei pra você. O tempo passou, eu reaprendi a ser feliz, mas você não passou e nem irá passar. Eu sigo com você no meu coração, sempre vou seguir.

Está na hora de dizer isso às pessoas, que já não adianta chorar, se esconder da vida. Tem perdas que não são superadas, mas as feridas cicatrizam, a vida continua. Talvez não tão justa como a gente gostaria, talvez não tão linda quanto a gente via antes, mas certamente valendo a pena como sempre valeu.

A vida continua, e na continuação da vida o nosso papel é usar esta emoção, esta energia, este amor, para ajudar as outras pessoas ao nosso redor. Podemos direcionar tudo o que sentimos para quem precisa de nós, e esperar novas oportunidades de sentir o que tanto nos dá saudade.

A saudade não mata a gente, mesmo quando a gente não consegue matar a saudade. E que um dia eu possa oferecer a alguém o amor maternal que a saudade mantém em mim.

É isso.


sábado, 6 de agosto de 2011

Pela metade

*post dedicado a uma grande amiga vivendo uma fase complicada.


Pela metade: um copo meio cheio e meio vazio. O que antes era só um codinome, agora parece uma realidade. Pela metade é exatamente como ela tem se sentido. Vendo irem embora seus sonhos, seu motivo para levantar e lutar todas as batalhas da vida nos últimos anos.

Dizer adeus aos sonhos e planos é rasgar o coração. Dizer adeus a um grande amor é uma dor que sempre parece não ter remédio, especialmente para alguém que não troca de amor todo ano, como se amar fosse um download de atualização.

Amar, amar de verdade, fazer planos de vida, ter um vida em comum, é algo que demanda tempo, energia, dedicação, respeito, todo sopro de vida e paciência que há no seu corpo e na sua mente. Demanda luta, empenho a dois, querer. Sim! Porque amar é importante, mas nada é mais importante do que querer. Nenhum amor dá certo quando os dois não QUEREM fazer dar certo. É preciso querer, querer muito, querer sempre. Saber o valor do que existe, a raridade, a completude, e colocar isso acima de tudo, não só porque ama, mas porque quer.

Pessoas interessantes sempre irão aparecer, porque há muitas por aí. Atividades individualistas que possam tornar inviável se relacionar também sempre irão aparecer, porque estão no mundo. Saudade do que fazia no tempo em que se era só também pode acontecer. E tudo isso é normal. Ninguém fica cego porque ama. Mas quando a pessoa quer a relação, e isso está em primeiro lugar, as pessoas interessantes não seduzem, as atividades individualistas não se tornam frequentes e as saudades dos velhos tempos são apenas boas lembranças. Por quê? Porque a felicidade com o que é conquistado a dois vale tudo isso que se deixa para trás. A cada grande escolha, também fazemos grandes renúncias. Mas ganhamos outras coisas que se tornam maiores e mais importantes em nossas vidas. É a mesma coisa que passamos ao deixar a infância e suas brincadeiras pelos dilemas adolescentes. Faz parte da nossa evolução. Cada fase deixa sua marca e saudade, mas não é natural voltar atrás.

O problema é quando um dos dois na relação se esquece disso. Se esquece que fases difíceis passam. Que os dilemas humanos passam. Que o saudosismo é apenas melancolia e passa. E então destrói tudo o que lutou para construir. E se joga no fracasso, deixando para o outro o mesmo sentimento devastador. Quando o motivo de uma separação é falta de amor, talvez seja muito mais fácil suportar, porque não há jeito. Mas é duro ver um castelo ruir por falta de zelo e cuidado, porque alguém não quer cuidar.

"De tanto eu te falar
Você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão pra se perder
No abismo que é pensar e sentir..." (Los Hermanos - Sentimental)

Pela metade ela se sente ao saber que o amor não acabou, mas dá adeus à relação. Pela metade, sem saber o que fazer, que outros motivos ter para viver. Por um tempo este sentimento devastador de estar pela metade não vai ceder. Mas com o tempo eu prometo a ela que ela vai ver que ser pela metade também é bom. É bom estar sempre buscando novos horizontes e novas respostas que a gente se esquece e se acomoda quando se sente pleno. É bom o caminho que leva até a plenitude novamente. E é possível ser inteira sozinha. E um dia, um dia, quando tudo passar, a inteira encontra outro inteiro pela vida, se juntam fazendo dois, e quem sabe, com muito amor e querer, formam um.

Mas por enquanto é só viver cada dia, deixar o tempo trabalhar, começar a se reencontrar e juntar novos pedaços para ser feliz, inteira sozinha de novo.

É isso.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ciclo da vida

Acho engraçado como a gente passa a vida inteira completando os mesmos ciclos e pensa que está fazendo tudo diferente. A gente vive, vive de novo, de novo e de novo, sempre as mesmas coisas. A cada vez que passamos pelas mesmas experiências (achando que são outras) para amadurecermos, nos deparamos com algumas situações que reconhecemos, e aí dizemos: ah, nessa eu não caio de novo, não vou me entregar a esta situação assim. E é aí que está o nosso grande erro, porque não mergulhando profundamente em cada ciclo, é que mora a estagnação. O atleta treina muito para chegar à perfeição. Também seríamos nós atletas na vida, repetindo os mesmos gestos diversas vezes, até que pudéssemos ir quebrando nossas algemas. Mas a gente (que não pensa) às vezes acha que é bicho, e evita como um cão a todo e qualquer estímulo que antes tenha causado dor, sem saber que o palco é o mesmo, mas a cena sempre pode ser diferente.

Foi isso que andei pensando nesta semana de ausência da internet...

Termino com um poema da Cecília Meireles, perfeito para o tema:


Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.


E então serás eterno.
Cecília Meireles

sábado, 30 de julho de 2011

O poder da mente

Já fiz alguns posts aqui sobre isso, mas tinha deixado o assunto um pouco de lado.

"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor." Johann Goethe
Creio que conhecemos Deus através do autoconhecimento. Já há alguns anos eu repito a ideia de que somos nós o templo de Deus, e não a Igreja. Foi engraçado hoje mesmo ler algo semelhante de alguém que admiro o intelecto. Mas isso não nasce de uma crença infundada, mas de um profundo estudo bíblico que se estendeu por alguns anos e por algumas experiências. Fato é que a conclusão é que somos a extensão de Deus. “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” ( 1Co 3:16 ) Aquela velha história de que Jesus é a cabeça e a Igreja seu corpo, na minha humilde opinião, é apenas uma distorção da verdade, não pensada, mas experimentada por mim, de que Deus é a energia propulsora e o templo dele (nós mesmos, e não Igreja) é o corpo que divide e emana esta energia.

"A ciência humana de maneira nenhuma nega a existência de Deus. Quando considero quantas e quão maravilhosas coisas o homem compreende, pesquisa e consegue realizar, então reconheço claramente que o espírito humano é obra de Deus, e a mais notável." Galileu Galilei
Somos nós os responsáveis por fazer esta roda girar, criadores e criaturas ao mesmo tempo. “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós;" João 17:21Deveríamos estudar a nossa própria mente a fundo,  nos encontrarmos com nossos próprios fantasmas internos, a fim de vencê-los, buscar o que há de melhor em nós mesmos e compartilharmos. Mas esta é uma tarefa difícil, pois exige sair do comodismo, da zona de conforto, e estudar-se, julgar-se, aprimorar-se.

"A mente humana é um grande teatro. Seu lugar não é na platéia, mas no palco, brilhando na sua inteligência, alegrando-se com suas vitórias, aprendendo com as suas derrotas e treinando para ser a cada dia, autor da sua história, líder se si mesmo!" Augusto Cury
Assim como podemos realizar feitos maravilhosos através de nosso pensamento, sendo responsáveis pela parte de paraíso que nos cabe, a mente humana é também uma arma perigosa quando usada em direção oposta: a maldade.



“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.” Albert Einstein
Mais uma parábola distorcida: a criação do inferno. O inferno também está dentro de nós, e alguns escolhem libertá-lo, seja através de atitudes más ou maus pensamentos. Assim também nasce a grande crença cristã de que alcançamos a redenção através do sofrimento. A lei de causa e efeito jamais falha: se nós emanamos uma energia boa, mesmo que estejamos recebendo em algum momento as atitudes más e pensamentos maus de alguém ao nosso redor, mais tarde somos compensados com o retorno daquilo que realmente emanamos. Por isso, após grandes períodos de sofrimento e consequente aprendizado, já que nos momentos difíceis nos voltamos mais para estas questões, sempre há grandes períodos de recompensa.

“Não há outro inferno para o homem além da estupidez ou da maldade dos seus semelhantes.” Marquês de Sade
Somos os grandes responsáveis pelo caos deste mundo, através de pensamentos e ações cada vez mais mesquinhos. Jogamos a responsabilidade em cima de um Deus inatingível e inabalável para não admitirmos a nossa parcela de culpa. Juntos, a humanidade e o Universo inteiro, é que formam a energia Deus, e é com a força mental e com o empenho de cada um de nós que podemos fazer as coisas acontecerem. É por isso que orações funcionam, ajudam, porque são mentes trabalhando juntas por um mesmo objetivo.

"O Verbo de Deus se torna sujeito em cada criatura humana." Padre Fábio de Melo
O verbo de Deus é criar. E aí, o que vamos criar? Amor ou mais caos?

É isso.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ainda sobre a humanidade!

Aproveitando este momento em que tenho pensado muito sobre a natureza humana, em que o egoísmo e o egocentrismo aparentemente têm vencido o bem (me senti a She-Ra agora...rs), em que tenho questionado a disposição humana para criar conflitos desnecessários, faço um repost de um artigo que escrevi alguns anos atrás.

P.S: Não vou mais me desculpar sempre pela ausência, vocês sabem que as férias acabaram...rs E estou tentando acabar de ler "Símbolo Perdido" do Dan Brown também, nos horários livres. Depois conto para vocês! :) Perdoem as visitas menos frequentes, mas prefiro que elas sejam de qualidade, com tempo e com bom humor, para que os textos sejam lidos com carinho, assim como são escritos com carinho para os leitores.

Ações e Contradições


Não se pode viver só, e esta é a única verdade, que eu, em minha vã filosofia, não me atrevo a questionar. Como argumentar contra a natureza humana? É como diz a música "Tem dó, quem viveu junto não pode nunca viver só". Pois é, e vivemos em sociedade, juntos, e mesmo aqueles que tentam se isolar têm o mínimo de contato humano. Você conhece algum ermitão? Conhece? Então é porque ele não é verdadeiramente um ermitão. Ser um ermitão é uma utopia daqueles que de alguma maneira fogem do comum, da normalidade padronizada pelos conceitos da sociedade, onde a maioria é quem dita as regras. E, afinal, as regras foram criadas porque antes delas houve o desvio, logo, as regras foram feitas para serem transgredidas, e cada um transgride somente aquelas as quais se dispõe a pagar o preço. 
Mas, voltando ao ponto, ninguém consegue verdadeiramente ser um ermitão, mas estar um ermitão. Qualquer pessoa que adota este tipo de comportamento está gritando em silêncio "Olhem pra mim","Eu preciso de atenção". Esta pessoa precisa mostrar o quanto ela é diferente, que transgrediu as regras, mas transparece totalmente a carência e necessidade demasiada de ser compreendida e acolhida com o seu diferencial.
É claro que este é um exemplo ilustrativo, mas esta contradição acontece a todo tempo nas situações cotidianas. O próprio individualismo que impera no modelo socioeconômico que vivemos hoje é fruto da contradição da natureza humana, já que foi esta mesma natureza, que criou um sistema econômico, político, social, ético e moral, onde as pessoas dependem umas das outras para não ficarem estagnadas. Por quê? Porque faz parte da natureza humana compartilhar. Mas também faz parte da natureza humana confrontar. Confrontar a si mesma, seu próprio sistema, seu próprio querer. É esta natureza que nos leva a dar voltas estupendas e até estúpidas para conseguir algo que talvez nascesse de um sorriso e vice-versa. 
As discrepâncias são criadas a todo momento, e sequer percebemos que estamos servindo de combustível para esta grande roda que anda sem sair do lugar. Isso me faz lembrar de outra música "Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais..." É mesmo por aí: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas não muda a encenação deste grande teatro que é a vida, onde quando reconhecemos nossas personagens, obedecemos fielmente suas falas, ou transgredimos inutilmente o seu romance, para estrelarmos um drama pessoal, individual. Mas o certo é que, ao contrário do que supomos no auge da nossa arrogância, não vivemos para nós mesmos, e sim para que nos encontremos na convivência com o outro.
É claro que não somos todos iguais, mas todos queremos ser diferentes, uns mais, outros menos. O ermitão grita tanto a solidão pela sua necessidade de que as pessoas venham até ele. O astro aparece tanto pela sua necessidade de ir até as pessoas, chamando os holofotes todos para ele. Cada um de nós, à sua maneira e à sua intensidade, precisa do outro. Por isso, devemos olhar para dentro em alguns momentos da correria da vida e nos perguntarmos até onde a contradição entre os nossos desejos e atos desperta a incompreensão daqueles que amamos. Quantas vezes magoamos para não permitirmos que o nosso egocentrismo atropele a nossa maior necessidade: conviver. 
Há aqueles que preferem conviver em paz, outros em guerra, mas, enfim, gostamos mesmo de conviver. Desde os mais reservados aos mais atirados queremos a mesma coisa. Somos parte integrante e ativa do processo e podemos escolher junto com o destino ou o sobrenatural. " Quem de nós é o referencial?"


Thaís de Almeida Alves

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A minha verdade sobre Filosofia e Religião

Cansada de ver toda esta briga entre as religiões, cansada de ver também a briga entre ateus e religiosos, resolvi fazer este post. Embora por vezes eu cite aqui algumas coisas a respeito, nunca citei qual é a minha religião e sempre me mantenho neutra. Mesmo ao final deste post, duvido que muitos saberão dizer qual a religião que eu acredito (não digo sigo, porque eu nada recebo sem questionar ou pensar a respeito), porque realmente para mim não se trata disso, não se trata de difundir crença, religião, ou de recrutar ninguém para nada. Não se trata de citar livros (Alcorão, Bíblia, Alan Kardec, o que for), e nem de supostamente fornecer conhecimento a ninguém. Quem irá dizer que o meu conhecimento é que é válido e não o do outro?

E aqui entra o primeiro tema deste post. Vejo discussões muitas vezes chegarem a níveis estúpidos, enquanto outras a níveis estupendos que me fazem crescer. Porém, em todas elas, só tenho certeza de uma coisa: todos estão certos e todos estão errados. Acredito que o fundamento de quase toda religião é fazer o bem, praticar o bem, e acontece que para cada pessoa isso tem um grau de dificuldade. Há aqueles que não precisam de Deus ou de Deuses para isso, que são bons por valores, por educação, por natureza. Há aqueles que não precisam, mas gostam de ter um Deus a quem agradecer, se fortalecer, buscar energia. E há ainda aqueles que precisam da religião para manter a linha, para seguir este caminho do bem. Então, eu pergunto: se todos buscam a paz, o amor, o bem, qual deles está errado? Todos têm razão, porque estão buscando o bem. Por isso me irrito profundamente quando um ateu (exemplo) critica um religioso dizendo que sua fé é inválida e infundada, tanto quanto me irrito ainda mais profundamente quando um religioso critica qualquer um que não compartilhe de sua crença, dizendo "um dia você irá conhecer a verdade."

Eis o mistério da fé: ninguém vai conhecer a verdade. A verdade está escondida atrás de muitos capítulos queimados de livros, de muitos historiadores medievais assassinados pela Igreja, de muita sujeira inventada para manipular as pessoas.

Fato histórico é que Jesus existiu. Assim como Buda existiu. Não haveria Cristianismo ou Budismo sem os preceitos por eles criados. Por mais que Roma tenha resolvido tornar Jesus uma divindade, ou que muitos ainda questionem se Buda existiu, os livros considerados sagrados, embora cheios de histórias inventadas ou pela metade, e parábolas, ainda carregam consigo muito daquilo que realmente aconteceu, e são considerados em termos históricos. Questionar sua existência seria o mesmo que questionar a existência de Sócrates, Platão, Aristóteles, Lutero... e qualquer outro grande filósofo de seu tempo. Buda e Jesus, como filósofos que foram, passaram ao povo o ensinamento "superior" que tinham. Não é culpa deles que tenham tomado tudo no sentido tão literal (ascender, subir aos céus, tornar-se divino...) nos escritos e tornado a existência deles motivo de temor por tanto tempo, e hoje em dia, motivo de chacota por muitos.

Então, vamos ao que interessa, os preceitos básicos de cada um:

Jesus: Defendia a paz, a harmonia, o respeito à um único Deus, o amor entre os homens. Era contrário à escravidão. Pregava o amor a si mesmo, ao próximo, a fidelidade, a união entre os povos, não julgar as pessoas, não fazer o mal.
Preceitos do Budismo: Abster-se de destruir os seres vivos, de tomar o que não foi dado, de má conduta sexual, de falar mentiras, da fala maliciosa, da fala ríspida, de fazer intrigas, de bebidas intoxicantes e de drogas que causam perturbação a mente."

Ao ler objetivamente, só posso concluir que são muito parecidos. Em nossa sociedade moderna, o Budismo não é uma religião, é uma filosofia. O Cristianismo é uma religião? Não! O cristianismo deu origem à várias religiões. Eu não seria capaz de listar aqui todas elas. E o movimento ateu que é crescente, e hoje já é quase uma religião, também prega estes mesmos preceitos, só que sem um "modelo" para ser seguido. Então, lanço a pergunta outra vez: qual deles está errado?

O ponto é que não interessa o que você acredita, isso é uma coisa particular, é sua crença, é a sua maneira de se encontrar com Deus, com o Universo, com o ser maior, com a energia suprema, com a Física quântica, com o que diabos (ironia) você quiser. O importante é que você busque o bem, o amor, a lealdade, a fraternidade. Foda-se (inclusive quem disser que palavrão é pecado) a verdade! A verdade é que nós estamos neste mundo vivendo esta vida para sermos felizes e cada um encontra a felicidade à sua maneira. O caminho que cada um irá percorrer é único. A verdade é que nada disso importa, desde que tenha amor na sua jornada.

Sonho em ver cristãos budistas, ateus cristãos (porque acreditar nos preceitos não é aderir a religião alguma), budistas ateus, e por aí vai... queria que o mundo fizesse uma passeata para o que verdadeiramente importa e o que o próximo congresso das mentes mais poderosas e inteligentes não fosse para ofuscar a verdade alheia, mas para buscar algum bem comum para a humanidade.

Nota: Citei as vertentes mais difundidas, mas o mesmo vale para muçulmanos, daimistas, judeus, umbandistas, e por aí vai... :) 

É isso.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Na busca pela felicidade está a marcha contra a igualdade!

Em primeiro lugar, vamos deixar bem claros os termos: a marcha é contra a igualdade e não contra a igualitariedade. Porque tudo ótimo termos igualdade política + econômica + de justiça. Mas tudo errado sermos "produzidos" em série.

A lavagem cerebral está me matando. Cada dia que passa tenho mais preguiça das pessoas, algumas vezes me pego pensando: gente, será que estou de TPM? Aí percebo que não, que fulaninho é um chato mesmo. Já sei o que você está pensando: ai, será então que a chata não é você? Pode ser, mas como o ponto de vista em questão é o meu, vamos ignorar esta questão! hahahahahahaa

Agora é sério, por que estamos sendo pré-fabricados? Onde está acontecendo isso e como eu faço para me esconder? Por que será que as pessoas têm que gostar das mesmas músicas, dos mesmos assuntos? Por que está na moda ser politizado (leia-se: repetir como papagaio o que escutou na vendinha da esquina), ser emo, ser do contra? O que está acontecendo com o mundo, o que está acontecendo com as pessoas?

Será que não percebem que cada um de nós deveria ser uma obra-prima única e que jamais deveríamos permitir a Indústria Cultural? OMG!!! E não se limita apenas aos superficiais exemplos citados, mas à falta de respeito com a individualidade. Cada pessoa tem seu tempo, seu jeito, o que faz feliz em determinado momento. Mas aí ela recebe seu rótulo e cada vez que muda de jeito, de opinião, de momento, de felicidade... é um crime. Um crime praticado contra... contra... ahn... contra quem mesmo, hein? Porque eu duvido que alguém consiga justificar esta perseguição, este cuidado com a vida alheia.

Acho que está na hora de as pessoas desligarem suas antenas, fecharem suas janelas e abrirem as janelas da alma. Quando abrimos as janelas da alma percebemos o que realmente importa, aprendemos com cada fase, com cada experiência e com cada ser que passa em nossa vida. E a gente aprende que ser feliz, muito acima de ser diferente das outras pessoas, é ser diferente de si mesmo em cada etapa da vida.

Termino com um poema que fala sobre janelas como sendo as lacunas de tempo e espaço em que as fases acontecem na nossa vida, e como a gente vê tudo diferente dependendo da perspectiva, dependendo da época em que a gente está olhando por esta janela. Poema da brilhante Cecília Meirelles:


A ARTE DE SER FELIZ

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


  HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


  HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse,não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


  HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


  MAS, quando falo dessas pequenas felicidades, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


É isso.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A honestidade é diretamente proporcional à falta de sociabilidade!

Gente, em primeiro lugar, acho que não fico tanto tempo sem postar desde o início do blog. Final de semestre nas duas faculdades e dias de muito trabalho. Uma grande vitória no meio da semana para comemorar e provar que quem não desiste de lutar um dia vence! Tenho que estudar para duas provas de amanhã, mas estou precisando vir aqui de qualquer maneira hoje, dialogar com o mundo! rsrs E olha, só mais duas semanas e eu volto a visitar os blogs queridos com a frequência de antes :)

Mas vamos ao assunto deste post. Nas últimas semanas tenho me deparado sempre com a mesma realidade. Aí parei para analisar e reparei que é nos últimos anos. Sempre fui uma pessoa sincera. Tá, já cheguei a ser extremamente sincera (grossa ou mal educada às vezes), mas com o tempo estou aprendendo a ser sincera de um jeito mais agradável, ou seja, dizer exatamente o que eu penso, mas da maneira menos desagradável possível. Ou, simplesmente não dizer o que eu penso em muitas situações, porque quando alguém não pergunta o que você acha é porque não quer saber. Mas nem sempre eu fui tão certinha e honesta com as minhas coisas como hoje em dia. Eu fui aprendendo com os anos e com os erros, tanto profissionalmente, quanto pessoalmente, que ser organizado, cumprir seus compromissos e ser honesta é um jeito muito melhor de viver. Eu nunca deito para dormir com a consciência pesada, com a cabeça cheia de dúvidas e com medo do amanhã. E de alguns anos para cá minha vida deu uma guinada e começou a ser mais funcional por conta disso.

Mas aí tem o outro lado: você exige o mesmo para você. Pessoas que não cumprem seus compromissos com você irritam muito, claro. Mas é melhor mesmo nem ser sociável com elas. O problema é que quando você começa a exigir seus direitos, quando você simplesmente não precisa mascarar nada na sua vida para que alguém faça vista grossa, quando você não precisa do tal "banco de favores" (no modo ruim dele existir), você acaba afastando muitas pessoas. Não encaro isso como algo ruim, é apenas uma constatação. Eu não preciso ser simpática e abaixar a cabeça para um gerente grosseiro imbecil de banco, por exemplo, para conseguir aprovação de alguma coisa na minha vida, simplesmente porque minha ficha me garante isso e ninguém pode fazer nada para impedir. Não preciso levar cafezinho para o guarda que trabalha perto de onde estaciono o carro, simplesmente porque não estaciono onde não devo e não deixo o carro irregular. Não preciso molhar a mão de policiais ou fingir uma simpatia que não existe só para ser liberada numa blitz.

O ponto é: eu não faço mais falsas amizades, não socializo mais à toa. Isso certamente me fez conhecer beeeem menos pessoas na vida, mas acho ótimo, porque deixei de lado os amigos de merda, os conhecidos não sei de onde. Quando eu faço algo para alguém ou faço elogios é sincero, é real. Não há interesse em conseguir nada.

E assim espero que as pessoas façam comigo, porque nem vale a pena perder tempo comprando minha simpatia, que não está a venda. Tem horas que realmente MENOS é MAIS.

É isso.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Um pouco de acidez.

Tento não tornar o blog tão pessoal que seja sobre histórias sobre mim. Tento fazer com que seja sobre conclusões sobre aquilo que a gente vive. Mas há períodos em que se torna quase impossível não se escrever, não se descrever, não contaminar todas as suas opiniões pelo o que está tomando seu tempo, seu sono, sua beleza.

Estou bastante cansada. Não da rotina, não das provas, não da minha vida. Estou cansada da dificuldade para se conseguir qualquer coisa. Parece que tudo tem que ter uma dificuldade grande para eu conseguir conquistar. E, acreditem, não estou aqui fazendo drama, ou me fazendo de vítima. Claro que existem obstáculos para todos, mas até o mínimo ato ganha burocracia na minha vida ultimamente. Não se trata de um assunto apenas, mas da junção deles, dos grãos de areia que estão formando este deserto.

É assim que me sinto, atravessando um deserto. O que antes seria apenas um caminho com obstáculos para chegar ao objetivo, está cada vez mais parecido com um deserto interminável para alcançar um oásis imaginário. Eu não vou desistir, porque eu mereço alcançar os pequenos passos que busco. Mas eu mudei. Hoje definitivamente eu cansei de me importar com o emprego das pessoas, cansei de ser maltratada, humilhada, feita de boba. Cansei de não ser ouvida, de ser enrolada, de ser ludibriada.

Eu não dependo da Prefeitura de Quissamã, não dependo da CEF, nem do Detran e nem do confuso Banco Santander. Eu tenho um nome e uma reputação construída ao longo do esforço ano após ano. Eu não devo nada nem ao meu pai. hahá (piada interna). Quem atravessar o meu caminho agora vai enfrentar processos administrativos, judiciais e o que mais se fizer necessário. Continuarei sendo boa com quem for bom pra mim. Mas serei um rolo compressor para qualquer um que agir de maneira errada comigo. Eu mudei, e não vai ser bom pra muita gente, porque agora eu vou ser boa com as pessoas, mas vou ser melhor comigo mesma.

Mas, enquanto isso, amenizando o post, de todo mundo que comentou deixando música, gostei mais de uma das músicas da Gisley, Bruce Springsteen - "Secret Garden", a qual ela definiu perfeitamente dizendo que define a mulher. Foi então que me lembrei de uma antiga, Bryan Adams - "Have You Ever Really Loved A Woman?", que também descreve a alma feminina e a entende muito bem.

Deixo o vídeo das duas músicas, que tantas vezes falam por mim.

É isso.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Porque seguir em frente é preciso...

Eu conheci uma história de contos de fadas.
Pessoas que se encontram, mas moram em lugares distantes. Se apaixonam, se amam, se esperam. Lutam para vencer toda a burocracia e também a distância. E também a saudade. E vencem.

Então acontece uma tragédia que torna a saudade interminável, certamente para quem fica, e eu acredito que também para quem vai. Pensei o que poderia falar para a princesa deste conto de fadas... que argumento eu poderia usar para dizer que o Universo na verdade conspira a seu favor? Que tipo de remédio eu poderia lhe oferecer para uma dor que a acompanha há meses, sobre a qual eu não tinha conhecimento? Eu não sei. Continuo não sabendo, continuo não tendo nada a oferecer que possa justificar, apaziguar, confortar. 

O que posso dizer é só que realmente tem coisas na vida que acontecem e simplesmente não têm explicação, que são injustas, que são ridículas. Mas, por outro lado, tem coisas na vida que acontecem e são tão lindas, tão inspiradoras, que valem a pena qualquer sofrimento que tenhamos que passar no resto do tempo. E acho que é isso, a vida nem sempre é justa, mas ainda assim vale a pena. 

Ao ver as fotos da princesa no dia do seu casamento, o sorriso no seu olhar muito mais do que no rosto, eu soube que ela viveu momentos sublimes na vida. Sei também que ao perder a pessoa que tanto lhe fazia feliz ela esbravejou contra Deus, contra o Universo ou contra qualquer crença que possa ter, mesmo que não religiosa. Sei que questionou se a vida ainda valeria mesmo a pena. 

E esta é a única palavra que eu posso oferecer à minha amiga princesa, dizer que a vida vale sim a pena. Que vários dias ela ainda vai chorar de saudade e sentir pena de si mesma, ou raiva, ou nada. Mas alguns dias ela vai levantar e viver um dia lindo, conhecer pessoas espetaculares e viver outros tipos de momentos sublimes. E é só isso que eu posso prometer, que talvez até aconteça um amor para fazer seus olhos sorrirem de novo, que talvez tenha filhos, que terá mil amigos e que milhares de todos os seus outros dias na Terra serão felizes de novo. E algumas centenas serão tristes de novo... no final das contas, o saldo é positivo.

Quanto à Lei de Causa e Efeito, eu só posso crer que a vida vai além deste corpo e que a nós basta trilhar o caminho que vai surgindo à nossa frente e esperar que toda justiça seja feita sim.

Ceci, a vida ainda pode ser boa, apesar de tudo. A saudade não passa, mas a tristeza sim. A gente só não pode parar o vídeo e ficar esperando o replay. Um dia de cada vez, um passo de cada vez, uma conquista de cada vez. 

Este post é para a princesa Ceci, uma grande mulher que eu conheço.





É isso.

sábado, 28 de maio de 2011

Histórias que se repetem

Amigos, primeiro quero dizer que tenho conseguido ler os blogs e comentar somente umas duas vezes por semana, por mais 5 semanas pelo menos... época de provas de novo... isso que dá fazer duas faculdades...rs Mas esta semana estava complicado, quase todos os blogs que entrei dando erro, e pelo o que soube o meu também estava. Mas, é isso, vamos torcer para tudo se normalizar e podem deixar que pelo menos 2 vezes por semana continuarei visitando vocês e atualizando por aqui! Preciso desta válvula de escape! :)

O post de hoje é uma poesia que eu escrevi há tempos para o meu pai. Está mais atual do que nunca, afinal, certas coisas nunca mudam.

Homem

Homem humano
Não se culpe, se desculpe
Não se esqueça, cresça
Tire a venda, aprenda.
Homem de pedra
Estenda a mão, sem coração
Tu és imperfeito, toma jeito
Não negues dar o que podes precisar.
Homem covarde
Não suma, assuma
Não se queixe, ajeite
Vê se não disfarça, faça.
Homem humano,
Covarde, de pedra
Sendo os três
Ou um de cada vez
És homem.
Respeite a si mesmo, homem humano
Respeite o teu próximo, homem de pedra
Tenha dignidade, homem covarde.
Homem... nós os homens
Todos nós temos um só coração
Que necessita pedir e dar o perdão.

Thaís de Almeida Alves


É isso.

sábado, 21 de maio de 2011

Sobre a amizade

Há alguns anos eu achava que ser pop era legal e que tinha muitos amigos. Nos divertíamos, fazíamos burradas, conversávamos sobre as coisas culturais que nos apraziavam. Eu tive muitas decepções, desilusões e talvez também as tenha causado em massa até descobrir que não é bem assim. Posso conhecer mil pessoas, mas jamais poderei atender a todas com uma amizade verdadeira, sincera. Posso me agradar de muitas pessoas, mas só posso me dedicar a conhecer verdadeiramente e profundamente algumas pessoas a quem poderei chamar de amigos, por conhecer e aceitar como são e por me conhecerem e me aceitarem como sou.

Ao passar por uma fase difícil, eu aprendi que amigos verdadeiros são poucos, e estes guardei no coração. Ainda que não mantivesse o mesmo contato com alguns, eu sabia que ali morava a amizade. Nesta época comecei a aprender, a discernir.Achava que deveria cortar algumas pessoas da minha vida porque não eram amigas de verdade.

Então veio uma fase linda na minha vida e eu entendi que não deveria tirar pessoas da minha vida só porque não são minhas amigas, mas entender o meu papel para cada um e o papel de cada um para mim. Alguns são amigos de bar, de trabalho, de almoço, até amigos da internet naquele fds solitário... a maioria deles são eventuais, mas que também fazem parte do dia-a-dia, de aprendermos, de convivermos com as diferenças. Parei de cortar as pessoas e passei a entender o que poderia ter de cada uma e como me relacionar. Sem dar importância demais ou de menos a ninguém. E esta parte foi muito fácil, já que meus valores são muito bem definidos.

Foi quando veio a fase mais triste que eu já passei e aí pude ver que escolhi bem, que valorizei os amigos certos, que eles estavam lá por mim. Me decepcionei apenas com um e me surpreendi com a amizade que eu achava que havia perdido e que havia passado a ser um contato. Mas, em geral, escolhi meus amigos a dedo, e eles estavam ali. Nenhum deles podia fazer nada por mim, e talvez nem me entender.

Hoje vivo mais uma fase em que estou longe de todos. Sinto saudade de muitas coisas, mas sinto um imenso cansaço pelo esforço que tenho feito para alcançar novos objetivos. Sacrifico estas coisas por um bem maior. Tenho o abraço e conforto no meu marido, o melhor amigo que eu poderia ter. Já não tenho tempo reservado para os amigos casuais. Os amigos que realmente prezo são aqueles que procuramos (eu e meu marido) dar atenção em nossas escassas idas à antiga cidade. Entre nossos amigos amados estão muitos da nossa família, nossos pais, irmãos e cunhados. Estão nossos amigos em comum e também nossos amigos que acabaram se tornando amigos em comum. E, de alguma forma, também meus amigos que moram longe, muito mais longe de mim, e que não posso ver com tanta frequência, mas que fazem parte deste seleto grupo de amigos que eu amo.

Estou aprendendo uma nova maneira de me relacionar com meus amigos mais chegados. Esta realidade me fez enxergar ainda mais que AMIZADE verdadeira é difícil. Sei que alguns que eu pensava serem amigos (e de muitos anos) ficarão para trás, naquele hall imenso dos amigos casuais. Mas é bom saber que alguns nunca passarão, ainda que nunca mais nos encontremos. É bom saber que este sentimento existe, e que vai muito além dos momentos alegres, das festas, das bebedeiras, dos encontros emocionados, dos prantos enxugados, dos filmes compartilhados, das pipocas divididas, das comidas de ressaca...

Hoje eu estou feliz comigo por ter este sentimento. Por saber pelo facebook o quanto estou feliz só de saber que minha melhor amiga está feliz, e nem sei ainda do que se trata, mas sei que ela conseguiu algo! Que bom, ela conseguiu! Por saber que meu amigo que foi meu fiel escudeiro por tanto tempo, está longe, mas está casado, feliz, com um emprego chato que ele adora e viaja como gosta, e que continua com seus planos de um dia largar tudo e sair pelo mundo. Feliz por meu melhor amigo ter sumido porque finalmente parece que encontrou alguém com quem quer compartilhar seu amor, mesmo que aparentemente o começo fosse totalmente contra. Vibro com cada vitória. Não preciso deles aqui do meu lado o tempo inteiro, embora sempre vá precisar deles.

Sei que o sentimento é recíproco. Sei que cada um se sente feliz porque estou correndo atrás de mais um sonho. Sei que me admiram. Sei que me respeitam. E sei também que precisam de mim, e que embora eu não esteja ao lado deles, sempre estarei por perto.

Por isso já não pedirei mais desculpas pela ausência ou pelo cansaço. Por isso cultivarei nossa amizade pela internet muito mais do que pessoalmente, só para de algum jeito mais frio e acomodado possamos matar um pouco a saudade. Por isso trocaremos mensagens querendo saber o que está acontecendo, apenas por real interesse. A saudade é um sentimento bom, dos momentos, das fotos, das intensidades.

Assim é a amizade: alguns amigos simplesmente não precisam fazer parte da nossa vida porque fazem parte daquilo que somos. E estes são os amigos verdadeiros. Esta estrada só pode ser trilhada com uma história de vida, com encontros que acontecem e a afinidade vence as adversidades, ou reencontros que acontecem e as pessoas se reconhecem. Não se constrói isso da noite pro dia.

Este post é dedicado aos meus amigos verdadeiros, os da cidade quase ao lado, os de longe, os de mais longe ainda, minha família, amigos que construíram comigo a pessoa que eu me tornei. E também é dedicado ao amigo que constrói comigo a cada dia a pessoa melhor que eu ainda irei me tornar, meu marido.


"Ser feliz de uma forma realista
é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas,
trabalhar sem almejar o estrelato,
amar sem almejar o eterno." (Martha Medeiros)



Sempre uso uma frase de música do Carbona, mas vou repetir: "É impossível ser tudo para todos." Por isso, escolha suas batalhas, priorize aquilo que realmente ama e faça todo possível!


"Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu. Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém." (Martha Medeiros)


É isso.