domingo, 14 de novembro de 2010

Relativismo Moral e Sofismo - Combinação letal!

Relativismo Moral: Relativismo moral afirma que moralidade não é baseada em qualquer padrão absoluto. Ao contrário, “verdades éticas” dependem da situação, cultura, sentimentos, etc.


Sofismo: Um "sofista", etimologicamente falando, é "um homem sábio". Mas à medida que o tempo foi passando, os sofistas concentraram-se menos na sabedoria e mais na retórica, a arte de tornar convincente qualquer causa, boa ou má.


Mas não vamos nos prender aos conceitos, isso foi só para ligar o assunto à prática. As duas são filosofias válidas. No entanto, entra a deturpação dos conceitos, que é um dos talentos humanos: Deturpar informações a seu favor.

Vamos pensar no Relativismo Moral. Sim, é verdade que muitos conceitos do que é moral ou ético depende de cada cultura. Não precisamos nem ir muito longe: Trabalhando numa empresa alemã, por exemplo, tive muitos choques culturais sobre o que seria adequado em um ambiente de trabalho. Isso é válido. Porém, há conceitos universais de moral, que devem ser respeitados. E o que as pessoas fazem é usar o relativismo para justificar tudo. Como quem diz que isso não é bom para você, mas é bom para mim. Este argumento nem sempre funciona. O relativismo tem limites. E o limite está dentro da cultura em que você vive, e, se você não consegue se adaptar, dentro dos conceitos universais. Então, antes de aceitar qualquer justificativa, ou aceitar tudo como "questão de opinião", vamos olhar um pouco pros absurdos que têm sido praticados no mundo em nome do Relativismo. O Relativismo não pode justificar assassinatos, preconceitos, aliciamentos, drogas. Não venham me dizer que é uma questão de estilo de vida. Sinceramente, eu tenho nojo de quem usa o Relativismo desta maneira. Ele serve para levantar discussões, trocar informações, conhecer e respeitar culturas, e não para justificar atos e pensamentos sombrios pertinentes à humanidade.


E aí é que entra o Sofismo. Com toda sua característica de usar as palavras a seu favor para convencer os outros de que tem razão, seja qual for a natureza da ação. Posso dar um exemplo que todo mundo conhece, como no filme "Advogado do Diabo". Quem não se lembra? 
O filme nos leva a uma reflexão sobre a espiritualidade, a tentação, a ambição, o poder, o materialismo. Aborda temas como globalização, corrupção, ocultismo, incesto, religião, ambição, negócios ilícitos, etc. E em todo momento, você pode ver a história por prismas diferentes, tão convincentes e convenientes são os argumentos para mostrar Relativismo entre o que é bom ou mau.

Então, amigos, se um de vocês conhecer por aí um Sofista adepto do Relativismo... cuidado! Ele pode te convencer de muitas coisas. Provavelmente, a maioria deles é psicopata, ou pelo menos, quase um. A única coisa que posso dizer é: Ninguém é dono da verdade. Esteja sempre aberto a conhecer novas opiniões, a mudar, a checar aquilo que você escolhe para a sua vida. No entanto, mantenha-se fiel aos seus valores, não faça nada que realmente não ache confortável e não se deixe convencer de nada que não te pareça correto. Os limites do seu Relativismo quem decide é você.


É isso.

3 comentários:

Luiz Coelho disse...

Bom, este papo ficou muito intelectual para o meu pobre e quase nanico intelecto, mas, mesmo sem ter o que acrescentar, tenho que comentar no blog da minha amiga mais amada do mundo :o)

Obrigado por me ensinar tanto :o)

Beijos.

Mi disse...

culta essa minha amiga de blogger gostei do tema!a verdade depende de cada um que a pronucia, mais e o melhor remedio, e estar certo nao e ser verdadeiro e vice versa o importante e respeitar os limites de cada um e saber que ser dono da razão não lhe acrescenta nada!

Rê Lopes disse...

Gente, agora que vi minha amiga Michele aqui, que susto! haha
Isso aí irmã, tudo é relativo, mas até isso é relativo! ;)
Beijos!