quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sobre o Casamento

Me deparei hoje com um artigo na internet sobre as coisas que têm que ser valorizadas no casamento, para que ele seja duradouro. São elas: Entender os motivos de um ressentimento, Se comunicar para sair de uma crise, Valorizar o casamento agradando o outro e declarando seu amor, não emitir palavras ameaçadoras, manter a admiração recíproca e mútua, respeitar as características da pessoa com quem dividimos a nossa vida.

É engraçado como a gente realmente atrai as coisas que a gente pensa, né. Não concordei totalmente com o desenrolar o texto que li, mas destaquei estas coisas em minha mente. Nos últimos tempos, tenho sempre falado sobre isso com o meu marido. Afinal, tinha que aprender algo com os relacionamentos frustrados anteriormente. Tenho dado exatamente estas razões, mas não como um texto como li hoje, mas aplicando no dia-a-dia, conforme vão surgindo as situações. Porém, faço algumas ressalvas.

Entender os motivos de um ressentimento: Ok, isso é muito importante. Mas antes de começarmos uma crise, temos que avaliar pelo que vale a pena se ressentir. Tem coisas que só afligem no momento que acontecem e meia hora depois já não sabemos o porquê da briga. Então, antes de nos ressentirmos e falarmos com o outro, temos que avaliar se realmente vale a pena, se o motivo nos incomoda tão profundamente que temos que externar, criar um ressentimento e dar ao outro o trabalho de entender o que se passa. Por que, afinal, ninguém gosta de lidar com ressentimentos o tempo inteiro. A relação tem que ser gostosa a maior parte do tempo e não o contrário. Mas também não vá engolir sapos o tempo todo por isso! Pratique o equilíbrio (ô coisinha difícil de atingir...rs)

Se comunicar para sair de uma crise: É primordial. Mas gente, principalmente, mulheres, muito cuidado!!! Se comunicar não quer dizer discutir a relação de 5 em 5 minutos por qualquer coisa. E muito menos ficar meses falando sobre o mesmo assunto a cada vez que surgir um desentendimento. Jogar na cara situações resolvidas no passado é muito injusto. Comunicação é explicar os motivos de um ressentimento para o outro, escutar a explicação do outro e averiguar quem vai ter que ceder mais na situação em questão, para que as coisas se ajustem e não ocorram de novo. Algumas vezes, a resposta final não acontece na hora da conversa, mas depois de se pensar sobre o assunto. E nem sempre para termos a resposta, precisamos falar tudo de novo. Discutir a relação toda hora é chato! Muitas vezes a resposta vem nas atitudes do dia-a-dia, e temos que saber entender isso também. Então, só volte a tocar num assunto já discutido em caso de extrema necessidade, por não tê-lo entendido ao avaliar nem a conversa, nem os dias posteriores.

Valorizar o casamento agradando o outro e declarando seu amor: Eis uma grande dificuldade masculina. Meninos, entendam o quanto isso é importante. Não se trata apenas da vaidade da mulher, mas da vaidade e insegurança do ser humano em geral. Passada a fase da sedução e conquista, as pessoas tendem a se acomodar. Especialmente os homens. E isso não é legal. Todo mundo gosta de ser agradado, seduzido e se sentir amado. Isso não quer dizer mandar flores todos os dias, mas ninguém é obrigado a saber que você ama só porque volta pra casa todo dia... Não, não é uma coisa óbvia. Além do mais, esta troca de carinho mantém acesa a chama do relacionamento e evita a rotina. Além disso, quando você está pensando no outro, também está evitando paixões idiotas e inesperadas, porque a sua mente está voltada para o seu (a) cônjuge, evitando até mesmo traições. O ser humano gosta do novo, gosta da arte de seduzir... então a única maneira é fazer isso de novo, de novo e de novo com a mesma pessoa... pode ser uma surpresa agradável ver o quanto a pessoa que você ama pode corresponder de diferentes maneiras às suas investidas na relação. Deixar o amor da sua vida sem este "alimento" pra alma, em alguns casos, é pedir que ele ou ela passe a procurar isso em outras pessoas, ou, em outros casos, tornar a pessoa que você ama uma pessoa triste, insegura e, consequentemente, chata e ciumenta. Alguém quer isso?

Não emitir palavras ameaçadoras: Este é muito simples. Ninguém gosta de ser ameaçado. Não tente dominar quem você ama. Você pode acabar provando de seu próprio veneno. Lembre-se que quem fala o que quer, ouve o que não quer. Mantenha o carinho e o respeito. Se está com raiva demais em algum momento para isso e pode usar palavras que machuquem, cale-se, respire... e quando estiver equilibrado novamente, converse. É simples, e talvez o mais importante de todos os itens.

Manter a admiração recíproca e mútua: Auto-explicativo. Quem admira não ataca.

Respeitar as características da pessoa com quem dividimos a nossa vida: Com certeza o mais difícil de todos... Tendemos a criticar tudo o que é diferente daquilo que achamos que é o correto, quando, na verdade, nem tudo se trata de certo e errado, mas de maneiras diferentes de ver uma mesma situação. Temos que ter em mente que nos propomos a morar e conviver com uma pessoa que teve outra educação, outros valores, outra vivência, e que, por mais que sejamos parecidos em muita coisa com a pessoa que escolhemos, teremos muitas diferenças também. Desde os "Hobbies" de cada um até como gosta de guardar o chinelo. Esta é a hora de ceder de verdade, dos dois lados. Avaliar o quanto cada um pode ceder sem deixar de ser feliz e fazer feliz. Este é o segredo. E só se chega lá com boa vontade, paciência, amor e muita sinceridade. Por exemplo: você não precisa gostar de futebol, mas não pode implicar porque ele assiste. Ou no caso do homem, você não precisa entender porquê ela arruma um lugar pra tudo quando é mais fácil deixar à mão, mas pode respeitar e simplesmente manter no lugar. São pequenas concessões que fazem toda a diferença...

Mais uma coisa, cuidem do lar. Tornar a casa um ambiente agradável, convidativo e confortável também é parte importante do processo. 

Bem, boa sorte para todos nós :)

É isso.

5 comentários:

Caesar Moura disse...

Acho que de certa forma está implícito ao longo do texto, mas não custa reforçar: Cuidado com o que pensa! Escolher o que pensamos é como escolher o que comemos! Se escolhemos mal causamos problemas de circulação, de pressão, cardíacos... É um exercício difícil (Eu mesmo tô tentando! Rs), mas que traz saúde para as relações, principalmente a que temos com nós mesmos...

Anล Kลtเล disse...

Perfeito!
Diferenças sempre existem e sempre existirão, pelo óbvio, mesmo pessoas muito parecidas, com muitas afinidades, não são iguais. À partir do momento em que, diante de alguma situação difícil, nos colocamos no lugar da outra pessoa, passamos a compreendê-la melhor podendo até conversar sobre o que não estava legal de maneira com que ela possa entender (na linguagem dela).
Uma coisa que eu aprendi e tento me policiar é: nunca externar o stress na hora em que ele aparece por causa de alguma situação, palavra ou etc causados em nós por causa da outra pessoa. Aprendi da pior maneira: falando um monte de besteiras com a cabeça quente e meia hora depois eu nem sabia explicar pq havia exagerado.
Bjo...

Sarah Moraes. disse...

Bem, não sou lá uma expert em relacionamentos e nem pretendo casar nem tão cedo. Entretanto, AMEI o seu texto. Tenha a certeza de que eu vou aproveitar cada dica.. :)
E quanto a minha escrita de contos. Uma pergunta: 'Até tu, Brutus?'. hahahaha Já me disseram isso. Tentei, mas não deu nem um pouco certo. Mando pra você o texto se quiser.

Aguardo mais textos. :)

Beijo

Thaís Alves disse...

Caesar: com certeza amigo, o nosso pensamento tem muita força, por isso não só em relacionamentos, mas em qualquer coisa na nossa vida, temos que praticar este exercício!
Ana Kátia: Pois é, é sempre assim, a gente sempre aprende da pior maneira, fazendo...rs Mas o importante é que temos a possibilidade de aprender com os nossos erros e tornar a nossa vida mais fácil e feliz a cada dia.
Sarah: Que bom que vai aproveitar. Quero o texto sim, manda pro meu e-mail :) Beijos

Sarah Moraes. disse...

Mandei o conto pro seu e-mail já. :) Beijo